No aniversário dela, de minha vó Rosa, a surpresa, que ninguém esperava aquilo, né! Um bezerro só pra negrada!! Prepararam com esmero. Quando a velha Tia Anita, que era assim chamada por todos, no que sabia das histórias e manhas daquele povo de Senhores, disse: “ ─ Esse sinhozinho tá de olhos é na Rosa " Se aquietaram todos, mas logo depois riram muito. A Rosa? Não é feia não, não é não. Mas o que é que ela tem? Os senhores não gostam de negrinha assim não, falante demais, ri demais. Não é pra eles não. “ ─ Cês esperem prá ver” bradava Tia Anita. Dito e feito, mas não era na Rosa, que sinhozinho Casimiro tava de olho. Tia Anita errara. Era na Anitinha que ele botucava, sua sobrinha. Rosa, como era alegre e festiva, foi seu seguro e desculpa para a ronda semanal na senzala. Com 14 anos, Anitinha foi transferida com as suas sacas e tudo mais para a Casa Grande. Sinhozinho enganou todo mundo, até Tia Anita. Mas ela ficou bem lá. Ficou é bem, ora, isso sim. Virou escrava doméstica. Anos depois, ela é que ficou mandando nas coisa da casa, virou patroa, menino!
Contos, notas, interpretações, textos, lançamentos de livros(meus inclusive), pensamentos,críticas, músicas, notícias, fotografias, poesias e os caminhos atuais e históricos que cruzam este Rio de Janeiro de meu Deus!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O livro
Meu presente de Natal! Finalmente saiu o meu livro. Saiu da gráfica, a bem dizer.O lançamento será pontual, virótico, via blog; personalizado, via e-mail e sedexizado para a entrega. Será a melhor e mais prática forma de apresenta-lo e vende-lo. Nessas próximas semanas postarei de que forma adquiri-lo, via e-mail. Tanto na mala direta enviada, quanto aqui no blog, postarei pequenos trechos, tentando apresenta-lo a voces e, caso haja o interesse, a compra.
Para adquirir o livro, acesse http://oprincesalivro.blogspot.com
Para adquirir o livro, acesse http://oprincesalivro.blogspot.com
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Tempos Natalinos.
Faz algum tempo que eu não acesso o blog. São os tempos....tempos natalinos, multiplicam-se os pedidos em nosso trabalho. Nossa fábrica fica à mil. Quase não temos tempo para ler todos e-mails, responde-los com a devida atenção, satisfazer a todas as consultas, atender a todos os clientes e, complementar as vendas de forma satisfatória. As coisas saem meio que "pra ontem".
Devendo ser mantida a qualidade e a pontualidade, é justo que ao final do dia sintamos um grande cansaço, e uma mente bem estressada. É esquisito; praticamente não vivenciamos estes dias, não restando tempo para cuidar das mínimas obrigações particulares, satisfazer desejos, planejar o dia a dia, responder a correspondência. Mas mesmo estando nesse corre corre, nasceu um novo conto: "GABRIEL".
Não me passou pela cabeça publica-lo aqui. Minha esposa até soprou essa idéia, mas prontamente a neguei. " - Não - eu disse. Este fica para a coletânea de contos. Alguns terão que ser inéditos, claro! Mas uma outra voz, desta vez interna, tornou a soprar bem soprado: " e o conto de Natal?" Ah! Valha-me! Não há necessidade de um conto de Natal, e prontamente neguei. Mas....conto de Natal? E este aqui serve, pensei? É sobre "GABRIEL, o arcanjo". O anjo da anunciação. É ele o encarregado por Deus, entre outras assistências, de preparar e anunciar a muitos, como, quando, e aonde o "filho do Homem" iria nascer. Era a realização da antiga e esperada profecia sobre o nascimento do Messias.
Não me passou pela cabeça publica-lo aqui. Minha esposa até soprou essa idéia, mas prontamente a neguei. " - Não - eu disse. Este fica para a coletânea de contos. Alguns terão que ser inéditos, claro! Mas uma outra voz, desta vez interna, tornou a soprar bem soprado: " e o conto de Natal?" Ah! Valha-me! Não há necessidade de um conto de Natal, e prontamente neguei. Mas....conto de Natal? E este aqui serve, pensei? É sobre "GABRIEL, o arcanjo". O anjo da anunciação. É ele o encarregado por Deus, entre outras assistências, de preparar e anunciar a muitos, como, quando, e aonde o "filho do Homem" iria nascer. Era a realização da antiga e esperada profecia sobre o nascimento do Messias.
Eis que Zacarias, a Virgem Maria, José, os pastores, quiça Simeão e a profetiza Ana, talvez outros mais ( a alguns não nos é revelado que é o Arcanjo Gabriel que está presente, mas gosto de imaginar que sim, que é ele em todos os anúncios ), são "preparados" pelo arcanjo Gabriel para o grande acontecimento. Gabriel é responsável por todos os anúncios, menos um, e......é deste anuncio de que o conto trata. E é claro que é um conto de Natal! É Jesus, é o seu dia.
Feliz Natal, muito amor e felicidades neste novo Ano, a todos os que prestigiaram este blog, e a todos os que nos motivaram em nossas buscas e reflexões! Desculpem-me os enganos e erros cometidos. Deus os abençõe! Parabéns e obrigado.
Gabriel
Hipnotizado com o espetáculo que as luzes proporcionavam, Gabriel sentiu-se maravilhado com o portento. Não era a primeira vez, nem seria a última, pensou, que o Pai determinaria alterações no cosmo, direcionando-o para o estabelecimento de suas proverbiais diretrizes. Tais alterações sempre provocavam muitas instabilidades, assim como verdadeiras revoluções nas galáxias. E que seja feita a sua vontade.
Quando da criação do Universo, as luzes, suas evoluções e suas fantásticas conformações, as colisões, junções e divisões dos corpúsculos, contiveram alterações e mudanças imensuravelmente maiores, mais duradouras; todo o universo bordejava às ordens do “Deus dos Exércitos”. Criação e montagem que até hoje perduram, e que pode ser visto e admirado nos longínquos confins do espaço, em um processo talvez infinito. Mas agora, as conformações e os clarões eram mais nítidos, enfáticos e muito, muito esperados. Desta soma de clarões, relâmpagos e cintilações, tudo se compactaria e resultaria em apenas uma chama, num rastro de um novo corpo celeste, um grande cometa, que percorreria a abóboda terrestre de um pólo a outro. E com este asteróide, além das mudanças gravitacionais e temporais que se formariam com o novo equilíbrio proposto, mais do que tudo, formaria nos céus um aviso, um sinal para o mundo, tal, que a partir de então a direção da história será totalmente transformada, e a humanidade, seus animais e territórios, profundamente modificados.....
domingo, 21 de novembro de 2010
Lixão
Pobre, extremamente pobre. E também estava suja e, tão mal vestida, que sua indumentária mais parecia uma armadura de batalha. Observá-la não fazia muito sentido, mas ele continuou. Flertava com seus movimentos, ora leves, ora truncados, que reviravam o lixo numa sofreguidão esperançosa. Então era isso! Sua desenvoltura era o que lhe cativava. Aguardou outras surpresas. Previu novidades. A pele suja e as mãos sabidamente mal tratadas, logo atrairiam novamente o seu olhar curioso: achou entre as pilhas de papéis amarrotados e sujos, um livro. E o abriu. Por entre as pilhas de detritos , achou um livro. Quisera ter poderes de super homem para, apenas com um olhar àquela distância, saber de qual livro se tratava, qual título, qual autor. A magia das letras, que postas em razoável ordem de idéias, formatavam uma literatura, e este livro voltava a cumprir o seu papel principal. O quão improvável seria para um escritor pensar que sua criação, a qual se dedicou por meses, quiçá anos, o livro que escrevera com tanta dedicação e presteza, se destinaria a lixeira, e que neste local seria lido por uma humilde catadora! Mas ali estava ele, sendo calmamente folheado, delicadamente amparado naquelas mãos calejadas......
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Tão perto, tão longe.
Apertou o passo após verificar as horas. Estava atrasado. Por mais que lhe trouxesse alegria, aquele encontro não tivera a aprovação de ninguém; esposa, filho, mãe, todos unânimes: “ – Não vá!” Falar é fácil, não poderia dizer um não àquele convite.
Respirou aliviado quando viu o Largo da Carioca. Bastariam mais alguns passos e logo chegaria. Como seria encontrá-lo? Quais perguntas lhe faria? Marcara o encontro precisamente no centro do grande calçadão para ser visto, não criando dificuldades para ser encontrado. Ficou ali esperando, e o que seria um pequeno atraso, revertia-se numa espera aflitiva. Olhava para todos os lados, ansioso, imaginando vê-lo vindo. Cumprimentou por vezes desconhecidos que se aproximavam, na ilusão de que devia ser “ele” que se aproximava. Após o terceiro cumprimento inócuo e enganado, parou de olhar nos olhos dos outros. “Ele” que o visse, afinal o avisara da roupa que usaria, do seu cabelo, pele, etc. Somente agora caía em si: não perguntara nada sobre “ele”! Mal sabia o primeiro nome, cor do cabelo, roupa, pele, nada. Nada perguntara nada sabia.
Aguardou pacientemente durante 2 horas ali no centro do calçadão, em pé, a vista de todos. Vários eram os passantes, somente “ele” não vinha. Nunca o vira, nunca ligara. Amargara toda uma vida sem pai, pensando exatamente em como ele era, e agora que conseguira marcar um encontro, lembra de que nada perguntara. “Ele” tinha então esta vantagem, caso mudasse de idéia num último momento. Percebeu o atraso já adiantado, que o celular continuava mudo, que o dia estava indo embora. No céu, uma pesada nuvem começava a encobri-lo, e minguava o resto de luz do dia. Brotou nele então uma amarga lucidez, como nunca antes houvera sentido. “Ele” nunca que viria. Nunca o procurara, tirando esse primeiro e único telefonema, nunca telefonara, não seria agora que apareceria. Fora inocente e surdo, burro até. Balbuciou a palavra “pai” umas dez vezes, enquanto corriam dos seus olhos fios de lágrimas........
Aguardou pacientemente durante 2 horas ali no centro do calçadão, em pé, a vista de todos. Vários eram os passantes, somente “ele” não vinha. Nunca o vira, nunca ligara. Amargara toda uma vida sem pai, pensando exatamente em como ele era, e agora que conseguira marcar um encontro, lembra de que nada perguntara. “Ele” tinha então esta vantagem, caso mudasse de idéia num último momento. Percebeu o atraso já adiantado, que o celular continuava mudo, que o dia estava indo embora. No céu, uma pesada nuvem começava a encobri-lo, e minguava o resto de luz do dia. Brotou nele então uma amarga lucidez, como nunca antes houvera sentido. “Ele” nunca que viria. Nunca o procurara, tirando esse primeiro e único telefonema, nunca telefonara, não seria agora que apareceria. Fora inocente e surdo, burro até. Balbuciou a palavra “pai” umas dez vezes, enquanto corriam dos seus olhos fios de lágrimas........
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Colibris da Noite.
Terminei a publicação aqui no blog do conto " Colibris da Noite". Este conto me deu imenso prazer em ve-lo publicado; a contar: além de ser o primeiro, tenho a certeza, de uma série, revelou a minha percepção do quão pequeno, mas intenso, pode ser o instante entre o "estarmos vivos ou mortos", fato este quase sempre inesperado. E continuarei a publicar os outros contos em capitulos. Achei interessante, possibilita o amadurecimento do texto, pois quase sempre o reescrevo, e é no momento o meu visco atrativo para o blog.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Stand-up comedy
Inseri um vídeo no blog. Trata-se de Shows de stand-up comedy do meu primo Douglas Ferrari, ( Doug Ferrari ). Maiores informações, acessar o Youtube, que lá tem mais.Ele é americano, e pena que seja TUDO em ingles. Mas é um prazer essa divulgação em família.
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Cartas I
Escrevi aquela carta, que há tempos pensava em fazer. Escrevi bobagens, acho que mais que tudo. Escrevi também alguns reclames, demonstrando a solidão que me pune.
Que solidão é esta, meu Deus! que sinto mesmo estando ao seu lado? Cumprimentar com um bom dia o vazio, me deitar à noite, cabisbaixo. E tudo sem a certeza se pertenço, a grande casta dos imbecis! Circulo pelos cantos calado,escrevo cartas que não dizem o que diz!
Qual solidão buscaremos, nós, os mais inquietos? As festas abarrotadas de vozes que entranham mas não se destinguem, ou a dos solteiros infelizes que brincam de amar meretrizes?
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Série de contos.
Começo hoje, muito embora ainda não tenha lançado oficialmente o blog, uma pequena série de contos, que publicarei aqui em capítulos. Funcionará, creio eu, como uma boa divulgação do meu trabalho de escritor, e também será mais um atrativo para os que acessarem. A idéia de publica-los em capítulos busca criar uma "aura" de expectativa para os leitores, assim como um gatilho de retorno. Bon apetit!
Leia em Colibris da Noite
terça-feira, 7 de setembro de 2010
1822, vale a pena ler.
Vem aí.....1822 de Laurentino Gomes. Conforme já comentei aqui, li e babei em 1808, seu livro anterior. Acredito que este também valerá muito a leitura. Estou terminando de ler ( viu Alston !) "Pedro I, o Português Brasileiro" de Paulo Napoleão. Será bom confrontar os textos de ambos...
E... estamos perto do lançamento de "O Princesa", o meu livro. Deverei lança-lo agora, no maximo até outubro.
Neste mes de setembro, estarei lançando também o blog Livrentário, "este que vos escreve", e que eu ainda não lancei. Lançarei via Internet, comunicando a todos a presença deste ilustre blog no circuito. Estive escrevendo aqui este tempo, mas não me ocorreu que ninguém estivesse lendo. A sensação, pelo menos minha esposa me disse, é que este blog é um sucesso!! Então, parabéns a todos!
E... estamos perto do lançamento de "O Princesa", o meu livro. Deverei lança-lo agora, no maximo até outubro.
Neste mes de setembro, estarei lançando também o blog Livrentário, "este que vos escreve", e que eu ainda não lancei. Lançarei via Internet, comunicando a todos a presença deste ilustre blog no circuito. Estive escrevendo aqui este tempo, mas não me ocorreu que ninguém estivesse lendo. A sensação, pelo menos minha esposa me disse, é que este blog é um sucesso!! Então, parabéns a todos!
A Cabana
Acabei de ler 'A Cabana'. De acordo com O Globo ( 04/09/2010) o livro está há 106 semanas na lista dos dez mais! Alternando de posições, mas firmão. Li e não gostei. Dentro do meu conhecimento e entendimento, ele peca: no que é Deus, onde está Deus, na imagem de Deus! Mas essa é MINHA opinião. Não recomendo, aliás, nem falarei mais dele. Fecho os comentários aqui, tal qual fechei para aquele outro que vendeu para caramba ( Código .....)Esse eu nem li! Vi o filme, e conteúdo também não vi, mas, sou eu livrentando......
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Livro: 1808-Laurentino Gomes
Terminei finalmente de ler 1808. Foi uma Senhora aula de história, excepcional! Alguns dos vários fatos, comentários e detalhes da história do Brasil ( psiu! Foi logo ali, no Rio de Janeiro, e não tem nem 200 anos ) me eram desconhecidos. Versa basicamente sobre a vinda da família Real para o Brasil, mas passa e repassa a limpo várias histórias e situações em nosso Rio de Janeiro ( claro!)
Um alerta que me soou incrível ( atenção cariocas ) foi a citação sobre o Valongo ( Cp.20 pag. 238). Situado na Saúde, Gamboa e Santo Cristo, ali funcionou durante muitos anos o maior entreposto negreiro das Américas, sendo a antiga rua do Valongo ( atual rua Camerino ) a centralizadora. Em outro bom livro " À Flor da Terra - o cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro" de Júlio César Medeiros da Silva Pereira, ele assim localiza o Valongo " - No sentido oposto, chegaríamos à Praia do Valongo situada entre o morro do São Bento e o da Conceição, região essa que pertencia à Freguesia de Santa Rita, local no qual se erguia a igreja de mesmo nome e o Cemitério dos Pretos Novos."
Deveríamos ter uma postura física e mental diferente, para quando passássemos naquele lugar. Alertados quanto aos acontecimentos, assalta-nos a falta que faz um monumento ali, que nos lembrasse parte deste capítulo da nossa história ( a escravidão ), e desta carnificina ( cemitério dos pretos novos).
terça-feira, 15 de junho de 2010
O que? Livrentário? claro que é um neologismo. Mas me representa. Livre, esperamos que sim, livres notas, notícias, críticas ( suculentas críticas ) e livros, os que eu li e os que alguém leu e me contou. Inventário do dia a dia da cidade e do ano. Expectativas desses dias, e por aí vai...Livre, livros, inventário. Bom apetite!
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