segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cartas IV - Saudades


        

        Pedi, lhe implorei, exigi com toda a minha seriedade e firmeza possíveis, para logo depois, chorando, desmoronar “ - me dá!”
        Você ria, e ria muito, mas eu não sabia de que!  Você não ria de mim, ria da minha seriedade, do cômico que era aquela seriedade.  Logo depois, me dei por vencido, pois seus dedos me apertavam todo o corpo, braços  e suvacos, e sua boca me cobria com mil sussurros e beijos. E rimos juntos a mais não poder.  Seguiu-se um pequeno silêncio e,  sem que eu esperasse, você me deu um abraço, um abraço daqueles grandes, enormes e duradouros.  Eu era uma criança, pequena, mas ainda te sinto me envolvendo, me apertando.  Quantas saudades mãe.