MEU MUNDO
Ergui o sapato o
mais alto que pude
E pisei nas
estrelas com toda a minha força
Espalhei brilhos
e purpurina por toda a casa
Aproveitei e mudei
o lado da lua na sala.
Apanhei um
pouquinho de areia de cada praia
Molhei as
canelas em todas as águas
Mergulhei de
cabeça nas cachoeiras do quarto
Inverti os
ventos pelos 4 lados.
Aumentei o calor do sol um pouquinho
E coloquei
pilhas alcalinas para durar mais
Toda a minha felicidade estava ali, no chão, espalhada.
Nela me embrenhei, dividindo por toda casa.
Mato, coloquei
por todo os lados.
Satisfiz a terra,
o rochedo e os sapatos.
Fiquei assim o
dia inteiro.
Ouvi que tocavam
insistentemente a campainha.
Era o vigia,
tinha alguém reclamando do barulho que eu fazia.
Pedi um pouco de
paciência, não se faz o universo sem algum barulho.
Quando achei que
terminara, e dáva-me por satisfeito,
Vi que faltava um
ser, um humano perfeito, para habitar e usufruir de tudo aquilo.
Foi aí que
chegou a minha mãe, e vi que não faltava mais nada.
Naquele mundo
que eu via, naquele mundo que eu criara.