Parabéns pra voce! Primeiro Ano! Viva! A bem da verdade, um ano e tres meses, mas contando do registro do nome, estamos completando o primeiro ano. Que bom conseguir manter este projeto neste pequeno/longo tempo. Pequeno tempo, contando-se entre o projeto em si e a implantação; e o longo tempo que demanda realizar este trabalho, um processo ainda não totalmente incorporado ao Amilson Ferrari escritor. Agradeço as citações com apoios, os carinhos e as maldades, que não faltaram, mas todos eles foram bons e tiveram seu lugar, auxiliando nas criações.
Fiquei meses sem dar as caras aqui: minha vida está um corre corre danado! Mas a produção não secou. Voltarei a postar meus contos, cartas e rabiscos que nasceram, nascem e nascerão nesta cabecinha que Deus me deu. Um pouco mais encantado e um pouco mais desencantado. O desencanto vem dos poucos comentários recebidos. Atesto que há um bom acesso e leitura do blog, mas poucos ou nenhum para os contos. Desinteressantes? Preguiça? Mas é tão bom escutar comentários. Especialmente de quem conheço. Com o livro, isto já não ocorre, Sempre há um retorno do leitor, mesmo que pequeno, incorrem em um palpite, dúvida ou satisfação. E isso já me instiga a escrever uma continuação.
Dizer que não me importo com a falta de comentários seria uma mentira. Mas vamos mudar isto, se não pela simples razão da leitura fermentado por um pouco de marketing, que seja pela pura emoção. Mas até aí nada muda, e nada impede a vontade e a criatividade.
Dizer que não me importo com a falta de comentários seria uma mentira. Mas vamos mudar isto, se não pela simples razão da leitura fermentado por um pouco de marketing, que seja pela pura emoção. Mas até aí nada muda, e nada impede a vontade e a criatividade.
E encantado estou, cada vez mais, com este trabalho; seja escrevendo, seja coletando no dia a dia histórias banais, de personagens que nos rodeiam com seus absurdos ou com prontas respostas para este mesmo dia a dia, acontecimentos contemporâneos, repetentes e diários ou, exclusivos e raros e, docemente encantado ao ler um naco da carta de Carlos Drumon de Andrade à sua filha, com um conselho simples, mas direto: " - minha filha, escreva!"
Escrever me encanta e, ao conselho deste poeta, conceda-me a licença Maria Julieta Drumond de Andrade ( escrevem agora junto de Deus ), em direciona-lo, encantado, para mim.
Escrever me encanta e, ao conselho deste poeta, conceda-me a licença Maria Julieta Drumond de Andrade ( escrevem agora junto de Deus ), em direciona-lo, encantado, para mim.
" Encantado com a notícia de estarem a caminho duas crônicas. Espíche-as um pouco, daqui por diante, e sairão no " Correio" , onde sinto falta do seu nome. Escreva, minha filha, escreva. Quando estiver entendiada, nostálgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva, mesmo bobagens, palavras soltas, experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos, descreva como exercìcio o degrau da escada de seu edifício ( saiu verso sem querer ), escreva sempre, mesmo para não publicar e principalmente para não publicar. Não tenha a preocupação de fazer obras primas, que de há muito eu já perdi, se é que algum dia a tive, mas só e simplesmente escrever, se exprimir, desenvolver um movimento interior que encontra em si próprio sua justificação. Isto é muito melhor do que traduzir Proust, distração que não distrai, porque é chata como toda tradução, e acaba nos desculpando muito fracamente perante a nós mesmos de não havermos escrito por nossa conta e responsabilidade."
Transcrito de O Globo, 20/09/2011 - Carlos Drumond de Andrade.