Pedi, lhe implorei, exigi
com toda a minha seriedade e firmeza possíveis, para logo depois, chorando, desmoronar “ - me dá!”
Você ria, e ria muito, mas eu não sabia
de que! Você não ria de mim, ria da
minha seriedade, do cômico que era aquela seriedade. Logo depois, me dei por vencido, pois seus
dedos me apertavam todo o corpo, braços e suvacos, e sua boca me cobria com mil sussurros
e beijos. E rimos juntos a mais não poder. Seguiu-se um pequeno silêncio e, sem que eu esperasse, você me deu um abraço,
um abraço daqueles grandes, enormes e duradouros. Eu era uma criança, pequena, mas ainda te
sinto me envolvendo, me apertando. Quantas
saudades mãe.
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