SILENCIO
O silencio faz barulho, um barulhinho
fininho, oculto.
Ecoa no vácuo do silencio pensativo.
Nos diz verdades no silencio meditativo.
O silencio pede perdão e perdoa.
Esquece dos maus tratos, e quem maltratamos
a toa.
Desfaz verdades absolutas ou murcham
mentiras tolas.
O silêncio apregoa a distancia que o som
tem,
E entre notas e falas pontua.
É o silencio que tem o domínio dos
sonhos,
O entendimento do amor eterno que finda,
Da saudade doida que se acaba,
Da mudança ou crise que avizinha.
No silencio conversamos com nosso divino.
E no silencio terminaremos nossos dias.
No dia único de nossas vidas por ser
final,
Teremos o silencio como ultimo sonido.
E no lampejo da alma lançada ao espaço,
O silencio nos guiará ao novo destino.
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